“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).

O mundo, kosmos, aqui, não é o mundo físico, geográfico ou habitado pelos homens, mas um sistema de valores que está em aberta oposição a Deus e à sua palavra. Não se trata de algo palpável, mas espiritual. Não se refere à criação, mas à cosmovisão que conspira contra os mandamentos de Deus. É uma maneira ver a vida, a família, a sociedade, a igreja, o dinheiro, o sexo, os prazeres, as oportunidades, o tempo e a eternidade deixando de lado a realidade de Deus e de sua palavra.

Ser empático a esse sistema é um ato de infidelidade a Deus. É como um adultério espiritual. Deus firmou um pacto conosco, onde somos o seu povo e ele é o nosso Deus. Temos uma aliança com ele. Devemos ser fiéis e obedientes. Portanto, se  formos amigos do mundo, amarmos o mundo e conformar-se com o mundo, é o mesmo que virar as costas para Deus. Portanto, ser amigo desse mundo é ser inimigo do nosso Deus. Não tem como ter uma amizade com Cristo e ter uma amizade com o mundo ao mesmo tempo. É impossível agradar a dois senhores. Ser amigo do mundo, te impede de ser amigo de Deus e ser amigo de Deus, te impede de se amigo do mundo.

Essa fundação chamado de “mundo” é liderado por um ser maligno. O mundo possui um príncipe que está em um lado oposto ao Deus. O príncipe desta Terra é Satanás. Ele é o pai da mentira, ladrão e um verdadeiro assassino. É enganador, tentador e destruidor. Veio para roubar, matar e destruir. O príncipe das sombras mantém os humanos enfeitiçados em seu lar, na sua potestade e no seu reino escuro e lôbrego. Compactuar com esse mundo é viver sob essa influência diabólica.

O mundo tem o seu brilho. Suas ofertas são chamativas. Suas propostas são aparentemente oportunas. O diabo é um fraudador. Oferece aquilo que não pode dar. Seus banquetes têm muitas taças transbordantes de prazer, mas ao fim são taças cheias de veneno. Ao mesmo que oferecem prazer, trazem desgosto; ao mesmo tempo que fazem promessas de liberdade, escravizam. Ao mesmo tempo que anunciam vida, pagam com a morte. 

Deus é a fonte da vida! Na sua presença há plenitude de alegria. Ele é a fonte de todo o bem. Ele é o único que pode trazer alegria para a alma, descanso para a mente, alívio para o coração. Só ele pode tirar o fardo pesado da dor, perdoar os pecados e fazer novas todas as coisas em nossa vida. Ser amigo de Deus é a exclusividade mais sublime da vida. Ser amigo de Deus é usufruir de muito prazer e glória. Gozar da confiança de Deus é beber as taças da genuína felicidade. Obedecer a Deus é a essência do nosso verdadeiro prazer. Só quando conhecemos a amizade de Deus, temos pleno discernimento de quão enganoso é o mundo. Só quando saboreamos a alegria da vida eterna e os privilégios que ela traz temos uma noção cristalina de quão perverso é o mundo, quão iníquos são seus valores e quão terrível é o diabo.

João 15:15 diz:  “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês.”

É hora de rompermos com a amizade do mundo. É tempo de olharmos para a vida com os olhos de Deus e quebrarmos todos os vínculos que ainda tentam nos prender ao mundo. O caminho do mundo é largo, mas leva à perdição. A porta do mundo é espaçosa, mas conduz à morte. O mundo é uma falsidade. Suas vantagens são pura perda de tempo. Seus prazeres são notórios pesados. Seu caminho leva ao inferno. Sua amizade é inimiga de Deus. Porém, a amizade de Deus é o caminho mais seguro para a nossa plena felicidade aqui e por toda a eternidade, uma vez que a própria essência da vida eterna é conhecer a Deus e deleitarmo-nos nele para sempre e sempre.