Quem me conhece sabe que dentre minhas personagens preferidas da Bíblia, Marta é com certeza uma das primeiras. Um tanto diferente, mas real.

Por muito tempo tive vergonha de admitir que me sinto e sou, de fato, parecida com ela. E se você quiser saber um segredo não secreto, somos mais Marta que Maria.

Se os campos já estão brancos, prontos para a colheita (João 4:35), são as Martas que abdicam de suas vidas para fazer a ceifa. São as Martas que muitas vezes andam ansiosas pela obra que poucos podem ajudar. São as Martas que se cansam pelo trabalho árduo que o mundo precisa conhecer. São as Martas que carregam ministérios movidos pelo amor e obediência. São as Martas que se dispõem a lutar quando muitas Marias escolhem a melhor parte.

No Reino de Jesus somos Marta, somos Maria e somos também Lázaro. Somos fortes, somos adoradores e somos também alvo de milagres.
Diminuída ao que podia fazer e não ao que era, Marta é como muitos que olhamos e não damos o devido valor. Nas entrelinhas dessas histórias muitos cristãos não percebem que Marta e Jesus tinham um relacionamento profundo. Não percebem que Marta foi umas das primeiras a reconhecer Jesus como O Cristo (coisa que nem os discípulos souberam fazer). Não percebem que a casa que todos habitavam era, na verdade, de Marta. Não percebem que se Maria teve liberdade de lavar os pés de Jesus, era porque estava em um ambiente familiar a ela. Não percebem por que aquilo que Marta ofertou era a base, que muitas vezes é esquecida.

Um estudante que recebe boas oportunidades muitas vezes não se lembra da renúncia de seus pais. Essa base, é o básico. Um marido que conquista muitos bens muitas vezes não se lembra da esposa que sempre foi quem o impulsionou. É o básico. Um pregador não se lembra que, se o som não funcionar, a igreja não vai ouvi-lo. Básico. Nessa jornada do esquecer, nos acostumamos a julgar o que não conhecemos.
Não faço dessas palavras uma defesa das atitudes de Marta, mas sim a defesa da própria Marta, porque se talvez a olhássemos sem os olhos de julgamento, veríamos muita dela em nós. São as Martas que se doam para oferecer o melhor ambiente à Jesus. As Martas que são fortes e não fogem da responsabilidade diante de problemas irreparáveis. Elas que amadurecem mediante aos desafios e não deixam que os desafios as tornem amargas. São elas que, no fim do dia, se lembraram de todos em sua casa. São elas que só descansam quando já deram sua última gota de empenho.

As Martas são mães, são filhas, são pais, são homens, mas acima de tudo: são servos.
“Ela escolheu servir. A defesa de Marta” é o título do livro de Jarmuth Jordão que traz em sua premissa um panorama geral da história entre Marta e Jesus. #ficadica
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reflexões das Sagradas Escrituras que singularmente é viva e eficaz.
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