Quando eu tinha seis anos de idade, minha mãe era viciada em drogas e o namorado dela na época também era usuário de drogas, além de muito violento e abusivo. Quando minha família mudou para Edimburgo tudo mudou, pois começamos a fazer uma “Reabilitação Infantil” e isso foi muito bom pra nós e ficamos por aqui. Minha vida era feliz e normal quando mudamos pra cá… Gostava de ir pra escola, tinha amigos e a família voltou ao normal. Não havia nada de extraordinário, era uma família normal.
Mas aos doze anos fui diagnosticada com depressão e aos treze anos eu estava bebendo demais com os meus amigos… Era simplesmente algo que fazíamos porque não tinha muita coisa pra fazer, e isso durou até os meus vinte anos. A esta altura eu estava muito infeliz com a vida em geral e odiava este mundo.
Foi então que comecei a ir na igreja, e no fundo eu ia porque eu queria ver o que fazia aquelas pessoas felizes, porque eles pareciam ter uma vida juntos. Então decidi frequentar a igreja durante um ano… Eu ia nos cultos de domingo, fingia que não estava escutando, mas na verdade estava pensando: “Eles sempre colocam a culpa em Deus quando as coisas dão errado”. E na última Páscoa, Mez estava falando sobre Jesus e o ladrão que estava do Seu lado e naquele momento eu percebi que havia um Deus e que eu estava interessada em aprender mais sobre Ele. Essa foi a primeira vez que Deus entrou na minha vida.
Então, de repente, durante os próximos dias, muitas perguntas vinham em minha mente: “E se realmente existir um Deus? E se Jesus realmente veio morrer por mim?”. Eu estava confusa, não conseguia entender como alguém enviaria seu filho para morrer pelas pessoas, ainda mais por pessoas como eu…
De repente, era como se minha mente estivesse limpa e eu disse: “Bem, se o único caminho para o céu é através de Jesus, então eu não quero ir para o inferno”. Fiquei assustada com o fato de que eu poderia ir para o inferno e naquele momento decidi que queria viver minha vida como um cristão e seguir a Jesus, que Ele era o meu salvador.
No primeiro culto depois disso, eu estava me sentindo plenamente feliz, pensando: “Agora sou cristã e as coisas vão melhorar”, mas quando eu contei pra minha família e amigos sobre isso, eles ficaram dizendo: “Ah, a igreja fez uma lavagem cerebral em você”. A maioria dos meus amigos não falam mais comigo, eles pensam que eu me acho melhor que eles por estar na igreja, mas não é nada disso.
A igreja local foi muito útil pra mim… Eu achava que não precisava de uma igreja, mas quando vim pra Niddrie Community Church, vi que, seja um primo, um estranho ou alguém de classe média, eram somente pessoas com as quais você poderia ter uma conversa normal, são dispostas a ajudar e não estão querendo sua oferta ou algo do gênero. Quando me tornei cristã, eles investiram muito tempo em mim e foram muito pacientes comigo quando eu tinha perguntas sobre tudo, eles se colocavam no meu lugar enquanto eu lutava para entender tudo, eles entendiam e estavam sempre prontos pra explicar sobre as coisas. Lá existem pessoas que estão prontas pra te levantar se você cair e te ensinar a tirar uma lição disso para que você não caia de novo.
Agora eu sinto que eu ainda tenho muito a aprender e vou continuar aprendendo por um longo tempo, e vou ficar na Niddrie Community Church por mais alguns anos, aprendendo o máximo possível. Tem muitas pessoas sem igreja em Niddrie e nos arredores, e estou certa que é aqui que Deus me quer. Niddrie é onde eu estou agora e é onde vou estar nos próximos anos.

Natasha Davidson desenvolve trabalhos com os jovens da Niddrie Community Church em Edimburgo, Escócia.

fonte: voltemosaoevangelho.com.br