“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois, a tua lei está sendo violada” (Sl 119.126).

O salmista olha para a sua época e nota que a lei de Deus está sendo contrariada. O quadro fúnebre da desobediência promove o clamar por uma interferência soberana. Nos dias de hoje a lei do Senhor continua sendo desrespeitada. Aliás vejamos:

Primeiro, os homens têm se prostrado diante de outros deuses (Ex 20.3). O Deus da salvação (Ex 20.1,2) não aceita que outros deuses sejam apresentados diante Dele. Somente o Senhor é merecedor de adoração, pois só ele é Deus. Venerar outros deuses é trocar a fonte das águas vivas, por uma cisterna rota que não retém as águas.

Segundo, os homens têm adorado imagens de escultura (Ex 20.4-6). Deus proíbe em sua Palavra tanto o criar imagens de escultura como idolatrar essas imagens. Idolatria é um pecado que afronta a Deus e promove a sua ira, pois deprava o sentido da genuína adoração. Deus é espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Terceiro, os homens têm usado o nome do Senhor Deus em vão (Ex 20.7). Diversos programas de humor e piada usam o nome de Deus em vão, escarnecendo de sua santidade. As conversas obscenas e xingamentos hostis usam o nome de Deus em vão e blasfemam daquele que é totalmente santo.

Quarto, os homens não guardam mais o dia do Senhor (Ex 20.8-11). O sábado foi escolhido por Deus para tirarmos o nosso descanso. O mesmo Deus que criou o trabalho, também definiu o descanso. O descanso tem o objetivo de nos levar ao reconhecimento de que tudo vem de Deus e devemos encontrar nosso maior deleite nele. O sábado demonstra o pleno descanso que devemos ter em Cristo. Hoje nós vemos o Dia do Senhor, o dia de sua gloriosa vitória sobre a morte.

Quinto, os homens têm desobedecido pai e mãe (Ex 20.12). A desobediência aos pais é um indício da ruína da sociedade. Valorizar pai e mãe é uma atitude esperada em todas as culturas, em todos os tempos. Desobedecer pai e mãe, rejeitando sua importância, é o mesmo que rejeitar a própria autoridade de Deus. Insurgir-se contra os pais é atentar contra a própria autoridade de Deus dada a eles.

Sexto, os homens têm planejado contra o próximo para tirar-lhe a vida (Ex 20.13). Nós não temos o direito de tirar a vida do próximo, pois só Deus pode dar a vida e tirar a vida. O valor da vida tem sido banalizada. As nossas cidades têm se transformado em campos de sangue. Os homens impiedosos tiram a vida do próximo por razões fúteis. A violência predomina nos lares, nas ruas, nas cidades. As guerras sangrentas espalham a violência.

Sétimo, os homens têm ofendido a santidade do casamento (Ex 20.14). Convivemos em meio a uma geração adúltera e ímpia que ataca a honra do próximo. A infidelidade conjugal é uma tragédia. Cresce absurdamente o índice de divórcios causados pelo adultério. A falta de pudor é uma marca dessa geração rendida ao prazer imediato.

Oitavo, os homens têm violado a propriedade privada (Ex 20.15). O ser humano ataca não apenas a vida e a honra do próximo, mas também, seus bens. O furto é uma apropriação indébita. É tomar posse de algo por meio da força ou furtivamente de algo que não nos pertence. O furto é uma violação do direito de propriedade.

Nono, os homens têm tramado contra o nome do próximo (Ex 20.16). O atentado contra a vida, a honra e os bens, agora, ganha um novo contorno, ou seja, o atentado contra o nome do próximo. O maior bem que um indivíduo tem é o seu nome. Falso testemunho é destruir o bom nome de uma pessoa, com falsas acusações.

Décimo, os homens têm almejado o que não lhes pertence (Ex 20.17). Os primeiros nove mandamentos tratam de transgressões objetivas que podem ser vistas e julgadas por qualquer tribunal humano, mas o décimo mandamento enfatiza o pecado da cobiça, que é subjetivo, e somente Deus pode ver e julgar. A lei de Deus têm sido violada, necessitamos, à semelhança do salmista, clamar por uma intervenção soberana!