Recentemente ouvimos falar de como os cristãos estão sendo perseguidos no Afeganistão, depois que o Talibã começou a dominar os territórios do país. Ouvimos histórias de homens e mulheres que, por declarem sua fé em Cristo, estão sendo levados a morte.
Isso sempre aconteceu, desde o início do cristianismo e, na verdade, o cristianismo sempre cresceu em cima de perseguição. A realidade é que quando isso toma uma proporção midiática, as pessoas voltam a encarar a realidade que muitas pessoas estão, todos os dias, correndo o perigo da morte por confessarem o nome de Jesus.
A perseguição é bíblica. Paulo já dizia que “todos que desejam ter uma vida de devoção em Cristo Jesus sofrerá perseguição” (2Timóteo 3:12). O próprio Cristo advertiu que ninguém que esteja na igreja é maior que Ele, portanto, se Ele foi perseguido, nós também seremos (João 15:20).
Mas o autor deste artigo vive dentro do contexto cultural brasileiro, onde, a perseguição pode ser comparada a postagens inconvenientes na internet, atitudes hostis de determinadas pessoas isoladas e alguns desafetos sociais. Aquilo que chamamos de perseguição, nos permite termos casas confortáveis e carros importados. Aquilo que chamamos de perseguição, nos permite termos igrejas lotadas e influentes nas redes sociais. Aquilo que chamamos de perseguição, nos permite pregar o evangelho a tal ponto que, muitas vezes, ele é pregado de maneira deturpada.
Quando nos deparamos com notícias como a perseguição no Afeganistão, somos levados a encarar a realidade de que, enquanto estamos ouvindo um sermão em um auditório com ar condicionado e arquitetura moderna, pessoas estão sendo mortas porque leram a Bíblia.
Como não se constranger, então, com essa verdade? O grande pregador dos nossos tempos, Paul Washer, contou em uma de suas pregações que outro grande pregador do século XVIII, chamado John Wesley, estava pregando pelo país, montado em seu cavalo, meditando na palavra de Deus. Ele percebeu que em três dias ninguém o tinha perseguido, ninguém o tinha caçado, ninguém o tinha amaldiçoado, ninguém tinha tentado bater em seu corpo com paus e pedras. Então ele desceu de seu cavalo, e começou a orar e indagar em seu coração. Ele disse: “Deus, eu me tornei um homem carnal? Minha mensagem se tornou tão mundana que ninguém mais me persegue?”.
Nos constrangemos ao encarar essa realidade, ao ponto de começarmos a duvidar se a nossa fé é verdadeira. Como viver a rotina dos nossos dias enquanto pessoas enfrentam a morte pelo evangelho que, nós, dizemos viver por ele. Esse constrangimento nos produz uma ansiedade por desejarmos fazer algo relevante, que confirme que, assim como as pessoas que sofrem perseguição, nós também estamos fazendo tudo o que podemos para que o nome de Cristo seja conhecido.
Mas, como tudo na nossa vida de fé, nossas respostas não podem ser baseada naquilo sentimos. Mas devemos responder aquilo que a Palavra de Deus, que é viva e eficaz para todas as áreas da nossa vida, nos ensina.
Esse artigo tem a intenção de, com o auxílio do Espírito Santo, refletirmos na carta que o Apóstolo Paulo escreveu aos Colossenses, uma igreja que vivia um tempo de relativa paz enquanto Paulo era prisioneiro por Cristo.
Devemos ter um sentimento misto ao lembrarmos dos nossos irmãos que estão no campo missionário. Devemos sentir a dor pelos sofrimentos deles, mas, ao mesmo tempo, devemos nos alegrar pela sua perseverança e pela forma como estão glorificando o nome do nosso Pai. Paulo afirma que se alegrava em sofrer, em seu próprio corpo, pela igreja de Cristo (Colossenses 1:24).
A Palavra de Deus coloca esses nossos irmãos na galeria dos heróis da fé quando afirma que aqueles que foram torturados, recusando-se a ser libertos, e depositaram sua esperança na ressurreição para uma vida melhor, ou foram alvo de zombaria e açoites, acorrentados em prisões, ou morreram apedrejados, serrados ou mortos pela espada, todos eles obtiveram aprovação por causa de sua fé (Hebreus 11:35–39).
O próprio Jesus afirmou que, bem aventurados, são aqueles que por causa Dele, sofrem zombaria e perseguição, e quando outros, mentindo, dizem todo tipo de maldade a seu respeito (Mateus 5:11).
Podemos, então, nos alegrar por esses irmãos que, sem sombra de dúvidas, receberão recompensas eternas e são motivo de alegria e glória do nosso próprio Deus.
Nós, enquanto estamos usufruindo do nosso breve momento de paz, devemos acompanhar os nossos irmãos em oração. Devemos nos dedicar a oração com a mente aberta e o coração agradecido (Colossenses 4:3). Devemos orar, também, pelos irmãos que estão sendo perseguidos, para que mesmo em meio a perseguição, eles possam ter muitas oportunidades de falar do evangelho de Cristo (Colossenses 4:3).
A igreja que pode professar livremente sua fé, tem o dever de ser uma igreja que se dedica de maneira exemplar na oração.
A perseguição, muitas vezes, é como o fogo que purifica o ouro. As Sagradas Escrituras vão afirmar que as provações mostram que nossa fé é autêntica e, como o fogo prova e purifica o ouro, nossa fé é experimentada e resulta em louvor, glória e honra no dia do Senhor (1Pedro 1:6–7).
Mas quando vivemos em tempos de paz, somos facilmente enganados por vãs filosofias, que nada tem a ver com o evangelho e podemos deixar com que elas invadam a pregação da igreja (Colossenses 2:8). Por esse motivo, Paulo escreve para que a igreja de Colossos se mantenha firme na verdade e continuem a crer (Colossenses 1:23). Essa verdade, também, é descrita na carta quando afirma que Jesus
‘é a imagem do Deus invisível e é supremo sobre toda a criação.
Pois, por meio dele, todas as coisas foram criadas, tanto nos céus como na terra, todas as coisas que podemos ver e as que não podemos, como os tronos, reinos, governantes e as autoridades do mundo invisível.
Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele existia antes de todas as coisas e mantém tudo em harmonia.
Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja. Ele é o princípio, supremo sobre os que ressuscitam dos mortos; portanto, ele é primeiro em tudo.
Pois, foi do agrado do Pai que toda a plenitude habitasse no Filho, e, por meio dele, o Pai reconciliou consigo todas as coisas.
Por meio do sangue do Filho na cruz, o Pai fez as pazes com todas as coisas, tanto nos céus como na terra. ‘
(Colossenses 1:15–20)
A igreja que pode professar livremente sua fé, tem o dever de ser uma igreja que zela e combate as deturpações e filosofias mundanas que tentam invadir púlpito.
Por fim, no penúltimo versículo da carta de Paulo aos Colossenses, está registrado um pedido que serve para todos nós. Paulo pede para dizerem a um homem: “Cuide em realizar o ministério que o Senhor lhe deu” (Colossenses 4:17).
Homens e mulheres estão sofrendo perigo de morte todos os dias para que, em muitos lugares, as pessoas possam ter o privilégio de servir e cuidar da igreja do Senhor.
Nós, que temos essa possibilidade, não devemos negligenciar aquilo que muitos estão morrendo para ter. Devemos cuidar do nosso ministério, cuidar da nossa igreja, orar pelos nossos pastores. Pessoas estão morrendo todos os dias com o sonho de ter aquilo que podemos ter como igreja. Então não devemos descuidar disso.
A igreja que está distribuída ao redor do mundo é como um único corpo de Cristo (Romanos 12:5). Como todo corpo, se um membro não está bem, o corpo inteiro sente. Devemos cuidar da parte do corpo a qual participamos, pois, se estivermos mal, isso vai afetar os nossos irmãos que estão arriscando suas vidas pela pregação do evangelho. Isso é pela igreja, isso é por nós e isso é por eles também.
A igreja que pode professar livremente sua fé, tem o dever de cuidar dela mesma e realizar o ministério que o Senhor lhe deu.
Que possamos viver livres do constrangimento de não estarmos arriscando nossas vidas pelo evangelho, por sabermos que o nosso coração já foi entregue, Cristo vive em nós e que, quando chegar a nossa hora, estaremos prontos.
‘Esta é minha saudação de próprio punho: Paulo. Lembrem-se de que estou na prisão. Que a graça de Deus esteja com vocês.’
Colossenses 4:18
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reflexões das Sagradas Escrituras que singularmente é viva e eficaz.
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