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Antonio Carlos Costa
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1. Lutar pela defesa dos direitos humanos não implica em querer deixar a sociedade nas mãos de bandidos.
2. Defender a taxação de grandes fortunas, a distribuição de renda, o combate à desigualdade social, a erradicação da miséria, a melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, as políticas públicas de seguridade social, não implica em comunismo.
3. Protestar contra o bolsonarismo não implica em apoio ao petismo.
4. Condenar a aliança que grande parte dos evangélicos fizeram com o bolsonarismo não implica em fomentar divisão na igreja. Divide a igreja quem associa o evangelho a um projeto de poder político que é abominado por milhões de cristãos no nosso país.
5. Fazer alerta quanto ao fato de que o movimento religioso neoliberal conservador americano pauta as igrejas do nosso país não implica em xenofobia tupiniquim-marxista.
6. Desconstruir interpretações ideologicamente motivadas da Bíblia que são confundidas com a própria Bíblia não implica em ser contra a Bíblia.
7. Participar ativamente da luta contra as injustiças sociais não implica em desvio do chamado à evangelização do mundo. Se a conversão não desperta fome e sede de justiça, que espécie de ser humano esperamos que surja como resultado da pregação do evangelho?
8. Condenar a exploração capitalista não implica em ser contra o direito à propriedade privada e ao empreendedorismo. É rematada heresia acrescentar o marxismo ou o neoliberalismo às confissões de fé protestantes.
9. Protestar nas ruas não implica em disseminar a anarquia ou torcer para que o governo fracasse. Mudanças políticas jamais ocorrem sem que a chapa fique quente para a classe governante.
10. Ensinar que a igreja deve pregar o evangelho em vez de pregar moralidade não implica em relativismo moral. Resulta apenas da boa teologia que não espera que não cristãos se comportem como cristãos.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.

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