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Antonio Carlos Costa
Jul 29·2 min read
“Tudo posso naquele que me fortalece”.
A providência divina reserva para nossa vida lutas que surpreendem. Seguir a Cristo sempre será custoso. A fé cristã não romantiza a relação com Deus. Ela fala sobre os caminhos áridos e inescrutáveis da providência e os custos de seguir a Cristo.
Passamos por momentos em que parece não haver cuidado providencial e o ato de seguir a Cristo extremamente custoso. O cristianismo admite que a vida é dura, curta e incerta. O cristianismo também reconhece que seguir a Cristo num mundo de desamor e mentira nunca será fácil. Há, portanto, problemas inerentes à vida e problemas inerentes ao exercício da vida cristã.
Sabemos também que, por essa mesma providência divina, podemos ser honrados e viver com fartura. Há alegrias que são inerentes ao ato de sujeitar tudo o que temos e somos à vontade de Cristo. A fé cristã não é pessimista. Ela fala sobre um Deus que ouve oração e cobre nossa vida de bênçãos temporais. Ela fala sobre um Cristo que no Mar da Galileia preparou um delicioso café da manhã para os seus discípulos. Em suma, cristãos podem ganhar visibilidade na sociedade, receber reconhecimento público, experimentar momentos de refrigério proporcionados pelo acesso aos bens dessa vida.
Qual a meta do discípulo em meio a tudo isso? Não perder o ser. Seja na tribulação, seja na prosperidade.
Esse é o sentido do “tudo posso”. Tudo posso o quê? Amar. Amar a Deus, amar os seres humanos, amar a igreja. Seja qual for a circunstância, crer que a adoração e a dedicação ao reino do céus são respostas racionais à revelação que Deus faz de si mesmo na natureza, nas Escrituras e em Cristo.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.



Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.

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