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Antonio Carlos Costa
Just now·2 min read
“Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, desde que eu complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. At 20:24
Os seres humanos costumam considerar a presente vida tudo o que têm. Vivem, portanto, para extrair o máximo de prazer do tempo que lhes resta. “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”, diziam os epicureus.
Paulo olhou para todo o frenesi de uma humanidade obcecada pela ideia de ser feliz nesse presente século e sentiu-se movido a afirmar: “estou na contramão dessa forma de viver”.
Ele desdenhava do que domina todo o nosso campo de interesse: “a vida não é preciosa para mim”. Como alguém pode desdenhar da vida?
Paulo considerava os fatos. A vida promete muito, mas não cumpre nada. Não posso torná-la meu bem supremo. Estamos em busca de uma felicidade irrealizável. Se sondássemos nossos corações, perceberíamos que buscamos algo transtemporal, que transcende o que os projetos de felicidade socialmente construídos são capazes de oferecer.
Entretanto, a vida continua fascinante para aquele que nela encontrou um motivo santo, justo, belo, sábio e eterno para viver.
Essa mesma energia vital que poderia ser posta a serviço de ganhar o mundo, pode ser utilizada para o serviço de ganhar o mundo para Cristo, levando homens e mulheres ao encontro com o Criador de suas vidas, que a nós se revelou no evangelho de Cristo.
Precisamos no dia que se chama hoje responder a três perguntas centrais: Qual o meu conceito de felicidade? Quem está pautando minha forma de viver? As escolhas que faço mantém relação de subserviência ao chamado de Deus para a minha vida?
O que é a vida para o cristão? Deixarei o próprio apóstolo Paulo dar a resposta:
“Minha ardente expectativa e esperança é que em nada serei envergonhado, mas que, com toda a ousadia, como sempre, também agora, Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho frutífero. Assim, não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver”.
O cristão odeia a vida e ama a vida.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.

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