‘Por meio de tudo que ele fez desde a criação do mundo, podem perceber claramente seus atributos invisíveis: seu poder eterno e sua natureza divina. Portanto, não têm desculpa alguma. ‘
Romanos 1:20
Dentro da nossa fé cristã existe uma disciplina chamada revelação natural que busca compreender o que pode ser conhecido sobre Deus através de sua criação. A Palavra de Deus fala como os céus proclamam a glória de Deus e os firmamentos de sua criação demonstram o poder de suas mãos (Salmos 19:1).
Ao longo da história da igreja, existiram várias discussões a cerca do que podemos, ou não, encontrar na natureza que nos apresentam os atributos invisíveis de Deus, como, por exemplo, o seu poder eterno.
Tomás de Aquino foi um dos que melhor tratam do tema da revelação natural em seu texto a Summa contra gentiles. Tomás de Aquino tenta demonstrar que a criação tem uma fundamental “semelhança com Deus”.
Se Deus criou o mundo, logo é possível encontrar sua assinatura e Tomás de Aquino defende isso dizendo que “as obras de Deus nos torna capazes, ao menos até certo ponto, de admirar e refletir a respeito da sabedoria divina”.
João Calvino também foi um grande nome a discutir sobre o tema. Entretanto, ele tem uma abordagem diferente de Tomás. Ele parte de duas formas de conhecimento natural de Deus. A primeira seria que Deus colocou no homem um “senso do divino” e a segunda é sobre a ordem natural de todo o universo, que nos faz reconhecer a existência de um Deus Criador.
Dentro da tradição reformada, temos a Confissão Belga de 1561 que afirma que temos conhecimento de Deus “primeiro, pela criação, preservação e domínio do universo, que se apresentam diante de nossos olhos como se fossem o mais belo dos livros…”.
De qualquer forma, não conseguimos ter um conhecimento pleno de Deus através da criação. A revelação de Deus na natureza só consegue nos condenar, mas não nos levar ao arrependimento. Isso, porque conhecemos algo sobre Deus através da natureza, mas não conseguimos adorá-lo e nem agradecê-lo (Romanos 1:21).
A única forma de nos arrependermos é através do Espírito Santo que nos convence do pecado (João 16:8) que é concedido a nós pela fé em Cristo Jesus (Efésios 1:13), fé, essa, que vem ao ouvir a Palavra de Deus (Romanos 10:17). Portanto, o conhecimento suficiente sobre Deus, vem somente através de Sua Palavra, conhecida como a revelação especial de Deus.
Mesmo assim, Deus, em Sua vontade, decidiu se revelar, mesmo que de maneira insuficiente, através da sua criação. Nós, sendo meras criaturas (e Deus sendo Deus), não poderíamos encontrá-lo de nenhuma forma, se não fosse de Sua vontade se revelar.
Um teólogo escocês chamado Hugh Ross certa vez disse que se não fosse, apenas pela vontade de Deus o conhecermos, então “defenderíamos a posição inacreditável de que o ser humano é capaz de conhecer a Deus, sem que haja o desejo divino de revelar-se”.
Então, se Deus quis se revelar através de sua criação, Ele fez isso para algum propósito. Por mais que o homem tente juntar argumentos que negam a existência de Deus, ele nunca, verdadeiramente, deixou de acreditar que algum deus deve existir. O universo, o nosso planeta, a natureza, tudo a nossa volta é um convite para nos rendermos a verdade de que alguém criou tudo.
Uma das maiores dúvidas do homem é entender qual é o sentido de tudo. Quando ele percebe que a criação precisa ter um criador, ele também percebe que, se alguém criou tudo, esse alguém também sabe o sentido de tudo ter sido criado. Então, Deus se revela através da criação, para que homem possa perceber que, se Ele criou todas as coisas, Ele também sabe o sentido de todas elas.
O homem tentou encontrar, em vários lugares, descobrir quem é esse criador que ergueu os céus e a terra. Mitologias, ritos, meditações, todas as formas transcendentais que buscam um contato com o sobrenatural. Mas existe uma coisa, um livro, onde em suas primeiras palavras, ele já revela quem é esse criador. Pois, está escrito: “no princípio criou Deus” (Genesis 1:1).
A Palavra de Deus é perfeita (Salmos 19:7). Deus, em seu primeiro versículo, do primeiro capítulo, do primeiro livro, não quis ser conhecido pelo seu amor. Não quis ser conhecido pelo seu poder. Mas quis ser conhecido porque criou todas as coisas.
Deus sabe que o homem, sem saber de nada, olha para todas as coisas e descobre a necessidade de um criador. Então ele anseia responder essa primeira pergunta que seria: “quem é esse criador que criou todas as coisas a minha volta?”. Deus entrega a Sua Palavra e nas primeiras palavras Ele já começa respondendo essa pergunta dizendo Deus é o criador.
A partir daí, o homem pode deleitar-se em tudo o que vier pela frente dentro da Palavra de Deus. Porque ele já descobriu quem foi o criador, agora ele vai descobrir quem é esse criador. Então a Palavra começa a apresentar esse Deus e, no fim, o homem conhece a Cristo.
Através das Sagradas Escrituras, o homem começa a entender quem é o criador de tudo e descobre quão maravilhoso é esse Criador dos céus e da terra. Descobre que Ele, não simplesmente é apenas um criador, mas também um Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz. E que seu governo e sua paz, jamais terão fim (Isaías 9:6–7).
‘Por meio dele Deus criou todas as coisas, e sem ele nada foi criado. ‘
João 1:3
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