Sign in
Antonio Carlos Costa
Just now·2 min read
RIO DE PAZ EM SÃO PAULO
Nós e a ONG Mochileiros de Cristo estivemos na manhã desta terça-feira, dia 26, no Masp, em um protesto contra a morte de Gabriel Hoytil Araújo, de 19 anos, morto por um policial civil que alegou ter confundido sua marmita com uma arma.
Duzentas marmitas com areia vermelha foram espalhadas pela calçada do museu, na Avenida Paulista. E uma faixa dizia: “Era uma marmita. Justiça por Gabriel”.
Fabiana, mãe de Gabriel, passou mal durante o protesto, precisou ser socorrida e levada para o hospital. Ela passa bem.
O jovem foi assassinado há uma semana no Morro do Piolho, na Zona Sul de São Paulo. Além de alegarem terem confundido a marmita com uma arma, os policiais disseram que atiraram para revidar ataque de bandidos da comunidade. Testemunhas, no entanto, afirmaram não ter havido confronto naquele dia.
Dados do Fórum de Segurança Pública dão conta de que, em São Paulo, das mortes violentas que envolvem adolescentes, 85% são meninos negros de 15 a 19 anos como Gabriel. E do total das mortes violentas de adolescentes de 10 a 19, de 2016 até agora, 44% foram nas mãos de policiais.
“Viemos em busca de justiça e para acolher a família nesse momento tão difícil. Esse clamor por justiça e pela real segurança não é apenas da família de Gabriel, mas da favela, de toda a periferia da cidade de São Paulo. Essas marmitas representam a marmita que Gabriel estava segurando e que, infelizmente, ficou cheia de sangue”, disse o fundador do Mochileiros de Cristo, Juneo Videira.
“Estamos cobrando elucidação célere e imparcial deste caso e que a família seja indenizada e tenha acompanhamento psicológico. A mãe do Gabriel estava conosco neste ato quando passou mal, precisou de socorro médico e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas. O que é para uma mãe perder um filho que, segundo ela, vendia água no semáforo e foi morto dessa forma numa operação policial?”, questionou Fernanda Vallim, porta-voz da ONG Rio de Paz em São Paulo.
“Cobramos das autoridades que haja uma mudança no padrão de abordagem nas counidade que primeiro atira e depois pergunta”, finalizou Fernanda.
#riodepaz #ongriodepaz #paremdenosmatar #favela #justicaporgabriel
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.

source