O Apóstolo Paulo foi o grande pregador do Novo Testamento nas Sagradas Escrituras. Dos 27 livros que temos, 13 foram escritos por ele. Sem contar o livro de Atos que conta, predominantemente, as histórias de suas viagens missionárias, e o Evangelho de Lucas, que foi escrito por um de seus mais fiéis companheiros de viagem.
Existe ainda a dúvida sobre o autor da carta aos Hebreus que muitos defendem ter sido escrita pelo Apóstolo. Independente da autoria de Hebreus, não temos dúvidas que Paulo foi o pregador mais influente da nossa fé contemporânea, sem diminuir ou desprezar nenhum dos outros Apóstolos.
Mas, além de todos os ensinamentos que são os temas centrais das cartas escritas por Paulo, existe algo em comum em todas elas, que também tem muito a nos ensinar, e que, muitas vezes, passa despercebido do leitor da Palavra: são suas saudações, que ocorrem ao final das cartas.
Esse artigo tem o objetivo de separar algumas saudações e trazer um pouco do que elas podem nos ministrar.
‘Toda a glória seja a Deus, que pode fortalecê-los, como afirmam as boas-novas. Essa mensagem a respeito de Jesus Cristo revelou seu plano, mantido em segredo desde o princípio dos tempos, mas que agora, como os escritos dos profetas predisseram e o Deus eterno ordenou, é anunciada aos gentios de toda parte, a fim de que eles também possam crer nele e lhe obedecer. ‘
Romanos 16:25–26
No final da carta de Romanos, Paulo cita os nomes daqueles que saudavam a igreja de Roma como, por exemplo, Timóteo (Romanos 16:21), Tércio (Romanos 16:22) ou Gaio (Romanos 16:23), e termina falando sobre como Jesus Cristo foi o plano de Deus desde o princípio.
Esse ensinamento, no meio de tantas saudações, é muito rico. Ele nos mostra que tudo, absolutamente tudo, teve como objetivo a revelação da graça de Deus, através de Jesus Cristo. O Éden, o dilúvio, o povo de Israel, a cruz, o sentido de tudo sempre foi a mensagem a respeito de Cristo, e a Bíblia traz tal ensinamento escrito de maneira literal, dizendo que o plano de Deus, desde os tempos eternos, é mostrar sua graça por meio de Cristo Jesus (2Timóteo 1:9).
‘Não importa se fomos circuncidados ou não. O que importa é que fomos transformados em nova criação. ‘
Gálatas 6:15
O fim da carta aos Gálatas é tão enfático, que Paulo escreve com letras grandes de próprio punho (Gálatas 6:11). No fim deste texto, Paulo nos ensina nossa verdadeira religião. Uma religião que não é baseada nas obras, mas na fé (Gálatas 2:17).
Por mais que a fé sem obras esteja morta (Tiago 2:26), as obras da fé são consequências de uma transformação interior e não de uma disciplina criada através do nosso esforço físico e externo para manter uma conduta moral.
Nossa transformação é de dentro para fora. Nossa rotina, nossos hábitos, nossas atitudes mudam, porque nascemos de novo, mas no Espírito (João 3:5).
‘Apenas Lucas está comigo. Traga Marcos com você, pois, ele me será útil no ministério. ‘
2Timóteo 4:11
Durante suas viagens missionárias, Paulo acabou se deparando com um grande conflito. Barnabé tinha sido um grande amigo de Paulo. Foi Barnabé que acreditou na sua conversão e o levou aos apóstolos (Atos 9:27). Ele também se lembrou de Paulo quando estava em suas viagens missionárias (Atos 11:25). Por fim, o próprio Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé para uma obra específica (Atos 13:2).
Mas, um dia, por causa de um homem, Paulo e Barnabé se desentendem e se separam (Atos 15:39). Marcos abandonou seu primo Barnabé e, também, Paulo, no meio de suas viagens (Atos 13:13). A indignação de Paulo foi tão grande que quando Barnabé quis Marcos de volta, Paulo preferiu se separar do seu grande amigo.
A segunda epístola que Paulo escreveu para Timóteo tem um dos versos mais icônico de seus textos, que é quando ele começa a predizer a sua morte e diz que combateu o bom combate, guardou a fé e terminou a corrida (2Timóteo 4:7). Mas, no fim dessa carta, mesmo depois de ter falado do seu próprio fim, Paulo faz questão de corrigir o seu erro do passado.
Paulo se lembra de Marcos e, alguém que antes era dispensável, se torna alguém muito útil (2Timóteo 4:11). Paulo nos ensina, que devemos sempre acreditar nas pessoas, não importa quais tenham sido os seus erros. Pois Cristo acredita em nós, mesmo conhecendo os nossos mais profundos pecados.
‘E digam a Arquipo: “Cuide em realizar o ministério que o Senhor lhe deu”. ‘ Colossenses 4:17
No final da carta de Paulo aos Colossenses, muitas coisas são ditas e muitas saudações são enviadas. Porém, no penúltimo verso, algo chama atenção. Paulo foge das saudações, foge do assunto central da carta, foge da própria igreja de Colossos, para dar atenção a uma única pessoa, Arquipo.
Não sabemos o que Arquipo passava. Suas dúvidas, seus medos, suas lutas, são um segredo para nós. Mas, uma coisa nós sabemos: o que Arquipo devia fazer. Ele devia cuidar em realizar o ministério que o Senhor o havia dado (Colossenses 4:17).
Essa orientação de Paulo tem um grande peso sobre nossas vidas, porque devemos pegar ela como algo pessoal, intransferível e direto de Deus para nossa vida individual. Não importa as circunstâncias, as lutas que estamos sofrendo, ou o lugar onde estamos. Devemos, sempre, cuidar do ministério de Cristo que Deus nos ordenou.
Assim como foi para Arquipo, essa orientação não depende de contexto de carta, de comunidade de igreja. Mas é uma orientação pessoal que cada um de nós deve receber, como se Paulo tivesse escrito o nosso nome.
‘Irmãos, encerro minha carta com estas últimas palavras: Alegrem-se. Cresçam até alcançar a maturidade. Encorajem-se mutuamente. Vivam em harmonia e paz. Então o Deus de amor e paz estará com vocês. ‘
2Coríntios 13:11
Assim como Paulo encerrou a sua carta aos coríntios, esse artigo se encerrará com o mesmo ensinamento: Alegrem-se.
Paulo, alguém que sofreu perseguições, sofreu um naufrágio e sofreu com prisões, tinha um recado para dar: estejam sempre alegres em Cristo Jesus. Foi o próprio Paulo que nos instruiu a nos alegrar no sofrimento (Romanos 5:3).
A alegria faz parte da vida do Cristão. Porque nossa alegria não está nas circunstâncias da vida, mas em Cristo Jesus (Filipenses 4:4). Essa alegria nos faz saber viver em qualquer ocasião, na fartura, ou na miséria, estando de estomago cheio ou vazio, porque, tudo podemos em Jesus, que nos fortalece (Filipenses 4:12–13).
Essas foram algumas das conclusões que Paulo deixou em suas cartas. Existem muitos outros ensinamentos em todas as outras cartas que não foram citadas aqui. Que possamos ser guiados pelo Espírito Santo, para podermos compreender aquilo que as Sagradas Escrituras querem nos ensinar através, até, das saudações de Paulo.
‘Esta é minha saudação de próprio punho: Paulo. Lembrem-se de que estou na prisão. Que a graça de Deus esteja com vocês.’
Colossenses 4:18
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reflexões das Sagradas Escrituras que singularmente é viva e eficaz.
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