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Antonio Carlos Costa
Just now·2 min read
Uma amiga brilhante, executiva de grande empresa da indústria farmacêutica, após me ouvir falar sobre a exploração da mão de obra da classe trabalhadora, me procurou para fazer o seguinte desabafo: «Antonio, não é só o pobre que sofre com o que você acabou de descrever. Todos os meus companheiros de trabalho usam ansiolítico devido às pressões que recebem no mundo corporativo”.
Um grande amigo, que trabalha numa das mais poderosas empresas do mundo, ocupando cargo que lhe propicia bons soldos, contou-me que caiu de moto na Ponte Rio-Niterói. De dentro da ambulância, falou com o seu chefe, que virou-se para ele e disse: «Não se esqueça de enviar o material da apresentação”.
Há poucos dias, uma pessoa muito próxima perdeu o emprego da forma mais injusta que se possa imaginar. Ela continua desempregada, sentido-se injustiçada, porém, tendo como consolação o fato de que caso continuasse. na mesma empresa, adoeceria.
Quais as principais dificuldades para nos unirmos a fim de nos livramos desse inferno? Há o medo natural de protestarmos contra uma mentalidade que adoece e mata e perdemos o emprego. Não pode ser menosprezada a influência exercida pelos detentores do poder econômico sobre a cultura e as mais diferentes instituições. Eles conseguem fazer com que os explorados julguem justa a exploração e silenciam quem poderia falar pelos trabalhadores.
Estamos em ano de eleição. Não vote em candidato que não está do lado do trabalhador.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.
Fundador da ONG Rio de Paz, teólogo e jornalista.

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